quarta-feira, 7 de novembro de 2012

INÍCIO


A Rússia czarista entrou na Primeira Guerra Mundial com uma força aérea extremamente reduzida (menos de 150 aeroplanos); essa força se compunha quase que exclusivamente de Farman, Voisin, Caudron, Morane, adquiridos na França. Podia, porém, orgulhar-se do primeiro  bombardeiro gigante, quadrimotor, do mundo - o Ilya Mouronetz - projetado pelo engenheiro Igor Sikorsky, o mesmo que depois desempenhou papel tão importante na  história da aviação, em seguida à sua transferência para os Estados Unidos.
Com 80 exemplares deste quadrimotor formou-se o primeiro esquadrão de bombardeiro pesado do mundo, o qual conseguiu um recorde inacreditável: mais de 400 missões com apenas duas unidades abatidas pelo inimigo. A indústria russa não conseguiu nunca recuperar o tempo perdido na fase imediatamente anterior à guerra, por isso, pode dizer-se que essa indústria nunca existiu; limitou-se a produzir, além dos Ilya, uma quantidade muito modesta de aeroplanos de reconhecimento.
A revolução e a paz em separado, assinada em Brest Litovsky em 3 de março de 1917, puseram, logo depois, um fim nos projetos de desenvolvimento existentes. Não obstante a inferioridade numérica e qualitativa, mas suas confrontações com o adversário, a aviação czarista combateu bem e contou com uma vintena de ases, figurando entre os primeiros o Cap. Alexander Kazakov (17 vitórias), o Cap. P.V. d´Argueeff (15) e o Ten. A. P. Seversky.

Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 1

ILYA MOUROMETZ V (1915)

 
Foi o primeiro quadrimotor do mundo, denominado Le Grand, projetado por Igor Sikorsky de 1914, conseguiu bater o recorde de "peso-altura" transportando 16 passageiros, à altura de 2.000 metros. Foi encomentado em série, à R.B.V.Z. na primavera de 1914, sendo rebatizado com o nome de Ilya Mourometz, nome de um lendário herói russo. O avião realizou a sua primeira ação de guerra no dia 15 de fevereiro de 1915 bombardeando uma localidade da Prússia Oriental. Na Esquadra Cordusshnykh Korablei (Esquadrão das Naves Voadoras), comandada pelo Gen. M. V. Siddovski, os Ilya efetuaram mais de 400 ações, parte na Alemanha  parte na Lituânia, sofrendo apenas duas perdas! Dele foram construidos 80 exemplares. Eram armados com metralhadoas e transportavam cerca de 500 kg de bombas.
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 2

ANATRA DS (1916)

Avião de reconhecimento, projetado com base no modelo de um Aviatik capturado intacto; foi construido pela fábrica Anatra de Odessa, a qual, até então, havia produzido aviões Voisin sob licença. Entrou em serviço no versão de 1916. Uma insanável fraqueza das estrutura alares tornava o Anatra DS particularmente perigoso. 
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 3

LEBED 12 (1916)

Também este avião de reconhecimento, de dois lugares, produzido sob a responsabilidade de um dos pioneiros da aviação czarista. Vladimir A. Lebedev, apresenta profundas semelhanças com um aviçao alemão: o Albatros B 11. A primeira versão, Lebed 11, apareceu em 1915 e somente 10 exemplares se seguiram ai protótipo. A versão definitiva, Lebed 12, efetuou o primeiro voo no dia 28 de dezembro de 1915 e entrou em serviço somente dez meses mais tarde, por causa das contínuas dificuldades no seu aprontamento. O serviço aéreo imperial encomendou 225 Lebed 12, mas apenas 214 deles chegaram a tempo de entrar em linha de fogo antes da assinatura do armistício.
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.