A Rússia czarista entrou na Primeira Guerra Mundial com uma força
aérea extremamente reduzida (menos de 150 aeroplanos); essa força se compunha
quase que exclusivamente de Farman, Voisin, Caudron, Morane, adquiridos na
França. Podia, porém, orgulhar-se do primeiro
bombardeiro gigante, quadrimotor, do mundo - o Ilya Mouronetz -
projetado pelo engenheiro Igor Sikorsky, o mesmo que depois desempenhou papel
tão importante na história da aviação,
em seguida à sua transferência para os Estados Unidos.
Com 80 exemplares deste quadrimotor formou-se o primeiro esquadrão de
bombardeiro pesado do mundo, o qual conseguiu um recorde inacreditável: mais de
400 missões com apenas duas unidades abatidas pelo inimigo. A indústria russa
não conseguiu nunca recuperar o tempo perdido na fase imediatamente anterior à
guerra, por isso, pode dizer-se que essa indústria nunca existiu; limitou-se a
produzir, além dos Ilya, uma quantidade muito modesta de aeroplanos de
reconhecimento.
A revolução e a paz em separado, assinada em Brest Litovsky em 3 de
março de 1917, puseram, logo depois, um fim nos projetos de desenvolvimento
existentes. Não obstante a inferioridade numérica e qualitativa, mas suas
confrontações com o adversário, a aviação czarista combateu bem e contou com
uma vintena de ases, figurando entre os primeiros o Cap. Alexander Kazakov (17
vitórias), o Cap. P.V. d´Argueeff (15) e o Ten. A. P. Seversky.
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.


